Do aeroporto a ambas as margens do Danúbio
Como Circular em Budapeste
O aeroporto fica a sudeste, os monumentos concentram-se ao longo do rio, e uma rede integrada e barata de metro, elétrico e autocarro cobre o resto. Eis como se deslocar sem carro.
Check dates and availability ↗Chegada: o aeroporto e as estações
O Aeroporto Internacional Ferenc Liszt de Budapeste fica a sudeste da cidade, bastante afastado do centro — conte com uma transferência rodoviária de cerca de meia hora a uma hora, dependendo do trânsito, e não com a rápida viagem que quem visita pela primeira vez espera. A forma mais barata de chegar é o autocarro dedicado do aeroporto, que liga o terminal à rede de metro e daí ao centro; os táxis oficiais do aeroporto e as transferências pré-reservadas cobrem o percurso porta-a-porta por um preço mais elevado. Se chegar por terra, Budapeste é um importante hub ferroviário com várias estações principais, e o comboio vindo de Viena, em particular, é um percurso confortável de poucas horas. Seja qual for a forma de chegar, verá que o centro é fácil de alcançar e ainda mais fácil de percorrer uma vez lá.
A forma da cidade
Explorar Budapeste começa por saber lê-la. O Danúbio divide a Buda montanhosa, na margem ocidental, da Peste plana e em grelha, na margem oriental, e a maior parte do que vai querer ver concentra-se ao longo do rio, em ambas as margens. A Peste é maioritariamente plana e excelente para caminhar; a Colina do Castelo e a Colina Gellért, em Buda, envolvem subidas a sério. Um anel de avenidas serpenteia pela Peste, e uma série de pontes cose as duas metades. Como os pontos de interesse se agrupam tão junto à água, muitas vezes a rota mais rápida é simplesmente a pé — ao longo do cais ou através de uma ponte — com os transportes públicos disponíveis para os trajetos mais longos e para as colinas, em vez de cada curta deslocação.
O metro — incluindo a pequena linha amarela
O metro de Budapeste é rápido, barato e fácil, com quatro linhas que se encontram no centro e estão codificadas por cores e simplesmente numeradas de M1 a M4. A Linha M1, a pequena linha amarela que corre sob a Avenida Andrássy, é um espetáculo por si só — inaugurada em 1896, é um dos metropolitanos mais antigos do mundo e está classificada pela UNESCO, com estações de época pouco profundas e revestidas a azulejos. As outras três linhas são modernas e ligam os principais hubs, as estações principais e ambas as margens do rio. A Praça Deák Ferenc, onde três das quatro linhas se encontram, é o ponto central natural do sistema. Para atravessar a Peste ou passar por baixo do rio, o metro é normalmente a opção mais rápida por larga margem.
Elétricos — e os dois que vai querer apanhar
A rede de elétricos de Budapeste é extensa e, em alguns pontos, pitoresca o suficiente para contar como passeio turístico por direito próprio. Duas linhas destacam-se. O Elétrico 2 percorre o cais da Peste com o rio e o skyline de Buda a desenrolar-se ao lado, passando pelo Parlamento, e oferece uma das melhores vistas urbanas pelo preço de um bilhete — vale a pena andar só pela viagem. Os Elétricos 4 e 6, no Grande Boulevard, formam uma das linhas mais movimentadas e úteis da cidade, circulando com frequência à volta do anel, de dia e de noite. Entre os elétricos para viagens à superfície e o metro para velocidade, consegue chegar a quase qualquer ponto central sem nunca precisar de chamar um táxi.
Bilhetes, passes e a armadilha da validação
Os transportes públicos de Budapeste funcionam como um sistema integrado, por isso os mesmos bilhetes servem para metro, elétrico, autocarro e comboios suburbanos. Para uma visita curta, um passe que cubra a duração da estadia é quase sempre melhor valor e menos complicação do que comprar bilhetes individuais, e permite-lhe entrar e sair livremente. A única coisa a acertar: os bilhetes individuais têm de ser validados nas pequenas máquinas ao embarcar ou entrar, e os revisores verificam — um bilhete não validado é tratado como se não existisse. Um passe ou travelcard elimina essa preocupação por completo. Compre nas máquinas das estações, que oferecem inglês, ou através da aplicação oficial de transportes da cidade.
Táxis, aplicações de transporte e subir as colinas
Para viagens porta-a-porta, use apenas táxis oficiais claramente identificados ou um serviço de aplicação de confiança, em vez de acenar a um carro sem identificação na rua, que é onde os visitantes ocasionalmente se metem em problemas. Os preços são razoáveis para os padrões da Europa Ocidental, mas a rede é tão boa que raramente vai precisar de um no centro. Para a Colina do Castelo especificamente, tem opções além de subir a pé: o histórico funicular sobe de perto da Ponte das Correntes até ao castelo, uma curta viagem que é por si só uma pequena atração, e um autocarro público também serve o topo. Escolha o funicular pela novidade e pela vista sobre o rio, o autocarro pelo valor do dia a dia.
Excursões de um dia e um pequeno kit prático
Para a clássica excursão de um dia ao Curvado do Danúbio, a linha suburbana HÉV leva até à cidade de artistas de Szentendre, enquanto barcos e autocarros seguem rio acima até Visegrád e Esztergom na época — uma fuga fácil sem carro. Alguns hábitos facilitam qualquer viagem: descarregue a aplicação oficial de transportes e um mapa antes de chegar; leve algum dinheiro, pois pequenas bancas e máquinas antigas nem sempre aceitam cartões, e note que a Hungria usa o florim, não o euro; valide todos os bilhetes no momento em que embarcar; e use calçado que aguente os paralelepípedos da Colina do Castelo. Acertar nestes detalhes faz de Budapeste uma das capitais mais fáceis de explorar na Europa.